EDUCAÇÃO É VIDA?

Responder a esta pergunta é o motivo de estar neste momento conversando com vocês. Há muito tempo que venho procurando ressignificar educação e vida, nas minhas atividades.

Hoje é dia 14 de outubro, véspera do Dia do Professor. Neste dia a mídia costuma homenagear os mestres, mostrando um professor que precisa renascer diante de tantas mudanças que ocorreram, e que precisa se questionar se realmente ser professor é o que lhe dá realizações pessoais e profissionais.

Lendo hoje no jornal o depoimento de uma jovem professora de 30 anos, iniciando as suas atividades docentes, que senti necessidade de reforçar e agradecer suas palavras.

Ela diz: “A minha missão de vida é ensinar e auxiliar alunos, possibilitando transformações em suas vidas. Fazer com que eles se sintam tocados e busquem potencializar seus resultados. Ensinar para a vida, fazer com questionem e busquem suas próprias respostas.” ( Ana Paula Delgado, ZH 14\10 pag. 22).

Para mim que estou a 47 anos trabalhando em educação, tendo sido professora estadual, diretora de escola pública e particular, hoje consultora e coach, me fez tomar a atitude de registrar tudo o que pude sentir ao ler o depoimento da jovem professora.

Pelo o que ela diz, pergunto: Educação é vida? Acredito que sim e por isto quero relatar como esta constatação ficou tão presente na minha vida.

Como professora de matemática e gostando muito do que fazia, sempre procurei olhar o aluno como um ser individualizado, com suas habilidades, suas dificuldades e cada um com o seu tempo de aprender e tentando, como disse a professora Ana,  transformar a vida do aluno, na busca de sua realização. Para isso, usava as mais diferentes técnicas. Empiricamente, eu estava colocando a vida como o fundamento da aprendizagem. Hoje, passados muitos anos em que estive em sala de aula, descobri que a vida é realmente o centro da nossa existência, pois é com ela que criamos a relação com nós mesmos, com os outros e com a natureza. Esta aprendizagem que coloca a vida como centro da nossa existência é o que chamamos de Educação Biocêntrica e ela teve como referencial os pensadores Paulo Freire, Edgar Morin e Rolando Toro.

Esta descoberta permitiu que eu tivesse a certeza que educação é vida, e também que eu usasse a teoria e técnicas desenvolvidas nesta área por Ruth Cavalcante e Cesar Wagner. Estes educadores levaram esta tendência chamada de evolucionária, aos alunos da área de educação, do estado do Ceará, onde vivem e continuam a atuar.

Encerrando, respondo a pergunta: Educação é vida?

Sim, pois:

VIVER é a celebração da vida.

CONVIVER é criar vínculos.

SER é multidimensional.

SENTIR é vivenciar.

Na esperança de que professoras como Ana Paula Delgado se multipliquem nas escolas, usando a Educação Biocêntrica nas práticas docentes, possamos estar contribuindo para que a Educação seja vida e vida em abundância.

Eloá Contreiras Rodrigues

 

 

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